T'es tu
perdu
souvent?
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Pequeno Conto
14:16
Sexta-feira, 18 de Novembro. Aproximadamente três horas da tarde, encontrava-se com seus braços apoiados no parapeito da janela, o movimento dos carros parecia suavizar o gigante aborrecimento por ter feito seu quarto o único refugio durante a semana. Repetia a mesma ação durante algumas vezes na tarde, aos passantes na rua dava a impressão de alguém desinteressante.
Dez horas, terminou as tarefas que deveria fazer enquanto vestia-se de forma a deixar claro que iria visitar a sociedade naquela noite. Corria os olhos pelo quarto de forma amargurada enquanto contorcia seu pescoço em dúvida.“Devia esperar, quem sabe...” Pensava mas logo suspirava quando a resposta não era compreendida. Deixando o raciocino de lado, ultrapassou a porta para que o ar da liberdade cortasse seu rosto.
Contudo, parecia ter pressa então correu. Correu ladeiras, curvas, subidas e retas. Na mesma velocidade iam seus pensamentos embaralhados procurando uma saída de onde estavam enjaulados. “Eu passo e repasso, as horas vão e o tempo voa, 365 dias a mais ou a menos, quanto mais espero mais me enrosco. Se vou para cima meu coração deseja o oposto, então corro para não lhe contradizer.”.
O Sol aparecia para iluminar o silêncio da cidade, mas seus passos continuavam fortes e firmes, apressados como nunca. Diferente de antes havia uma direção, sua rosa dos ventos apontava para onde seu coração outrora mandara. Enfim freou, quando a realidade voltou percebera onde se encontrava: belo oceano azul. Arregalou-se com a respiração frenética, não podia mais conter-se queria mais, suas pernas balançavam em ansiedade.
Agora era inevitável, ali não seria sua linha de chegada, o que procurara estava além do vasto horizonte úmido. Contudo, parecia ter pressa então correu. Correu ladeiras, curvas, subidas e retas. Suas lágrimas eram confundidas com a salgada água que por sua boca entrava rumo aos pulmões, já sendo alvo da insanidade sorria e bailava aos sons das vidas marinhas. Já era manhã, e uma luz alegre aquecia o local, e o baile finalmente acabara, riu-se mais algumas vezes antes de se entregar por completo e ali se finalizar.



quinta-feira, 30 de julho de 2009
13:54
Ando mais um pouco
Se penso paro de novo
Então o fim chegado
Tudo acabo em um passo



quinta-feira, 23 de julho de 2009
07:54

Eu poderia tantas coisas
Mas estas coisas não quero
Então teria outras escolhas
Além do futuro que espero

Porque amanhã, quando tudo se acabar
Eu vou buscar em outros olhos, teu olhar
E vai, sobre a cidade, ardente medo cair
Que nem a ultima rosa irá resistir

"You know that I could use somebody..."