T'es tu
perdu
souvent?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
15:31

Estava chovendo, exatamente como chove hoje. E a noite era escura. Nós sentavamos no banco traseiro de um carro de marca qualquer. Você podia ser qualquer pessoa mas, você brilhava. Era uma luz que me confortava. Naquele exato momento, eu sabia que você estava partindo mas não era algo que seria para sempre, nós sabiamos disso. Eu apostei todas minhas esperanças e resto de sanidade em você, no que podia fazer em mim. E você chegou mais perto, veio e invadiu meu coração, trilhamos futuro, fugas. Eu tinha uma irmã da qual nunca mais abriria mão, eu quis ser tudo, eu quis fazer tudo para que nunca mais seu brilho apagasse. Quem diria que seria você mesma que o apagaria. Mas, não... Não foi por completo, ele ainda aparece para me esquentar nas noites solitárias mas dessa vez, ele não a ilumina... Se separaram por completo. Ele está presente e em meio a ele vejo vaga nossas lembranças, risos e sorrisos. Em meio ao brilho, eu vejo a noite escura em que sentavamos no banco traseiro de um carro de marca qualquer.