T'es tu
perdu
souvent?
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Nulo
15:20
Tive as noites clareadas por um sorriso triste que me invadia, as palavras acertavam-me o estômago e me chocava, em tudo houve um fim. As luzes da rua oscilavam enquanto um vento duro e cortante me abraçava continuamente, não era inverno mas, nunca houve frio tão rigoroso como este. Tua miragem desértica me chama para dançar a marcha dos desapaixonados, sorria como se o tempo não existisse, como se tivesse desaparecido qualquer sentimento. O nulo me assusta. O ódio mostra resquícios de um amor mal acabado, uma vontade de querer o que não mais existe, já o nulo afasta todas as almas crentes de amor puro, escondem suas faces pois o medo é mortal. O vácuo de agora é negro e sem som, apenas ecoa pontos finais sem continuidade.