T'es tu
perdu
souvent?
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Chuva
18:49

Estavamos diante de um campo, não tão grande nem tão pequeno mas o verde predominava no alcance de nossos olhos. Pude então observar o céu e como pequenas nuvens brancas dançavam por todo ele. Talvez anunciavam a chuva ou apenas queriam aparecer, caso fosse o primeiro palpite, seriamos em breve duas pessoas encharcadas e de certa forma irritadas com isso. Há o lado bom, vem a água que escorre suas gotas pelos meus braços, confortando-me pela ausência dos teus. O romantismo pode acertar-me o estômago em cheio, belo seria o beijo hidratado das lágrimas dos céus, há em toda natureza a predominância de sentimentos, não? Demonstrada em cinema, livros... É necessário também encarar a realidade, a chuva viria, correríamos e apenas observaria seus olhos desviarem dos meus e teríamos de volta uma rotina. Triste é o guerreiro que desiste da batalha mesmo sem antes conhece-la, pois conhece seus inimigos, são fortes como uma tempestade enquanto a mim.... Apenas sou a confortante garoa entre dois seres que se unem em um. Eu faria chover em nós, e dessa vez não iriamos correr, ficariamos ali parados.... E seus olhos não mais desviariam dos meus.