T'es tu
perdu
souvent?
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
14:54
Os olhos da menina brilhavam seguindo as estrelas cintilantes do céu, deslizou pelo cômodo a espera da música rodada de uma caixa musical. Suas mãos tocaram o chão, outra hora tentaram tocar o luar que, intruso, passava pelas cortinas da janela. Eu podia vê-la, rodopiar, sem demonstrar qualquer emoção em seu rosto, contida em extremo sentimento, não se sabe qual, mas que era intenso. Seus finos traços, sua beleza unica não estava em físico, em pele, estava nas pequenas coisas, seus pequenos sonhos que se projetavam em forma de estrelas cadentes que rasgavam o negro do quarto. E eu chorava. Chorava por encontrar onde repousar minha mente cansada.

A: Então isso tudo é a mesma coisa pra você?
B: Para nós.
A: Para um.
B: Um? Um só? Totalmente sozinho?
A: Sim. Um só, é o que nós viramos quando somos só nós.