quarta-feira, 25 de maio de 2011
A tragédia do contador de piadas
13:56
Engano, desengano, invento minha história
Faço cena, faço tema, sou assim, amarelo
Tenho um sotaque queimado de sol
Mas, por Deus, o meu coração é belo
Invento uma dança de palavras, vou pra lá
Talvez para cá, assim que preciso ser
Não que eu goste, mas pego o gosto disso
Pelo que me é bem, é assim que há de viver
Sertanejo dessa terra, beijo solo abatido
Minha esperteza é minha espada
Não que eu queira ter inimigo ferido
Mas eu aprendi, nessa vida tem de assim
Essa alegria tão divina, de pai e mãe do céu
Nem o Diabo mete a mão, pelo contrário
Vai correndo pro seu fogo, que é onde tá
Tristeza que não se pode no auto entrá
E quando minha hora chegar, conto tudo
Outra vez pra quem quiser ouvir
Do nascimento, respirando
Até a morte, silenciando
Essa é minha vida e vou sempre ficar esperto
Segunda vez aqui, pra mudar essa tragédia
Vou sorrindo, com amigos que preciso perto
Pra da próxima, eu só contar é comédia
Faço cena, faço tema, sou assim, amarelo
Tenho um sotaque queimado de sol
Mas, por Deus, o meu coração é belo
Invento uma dança de palavras, vou pra lá
Talvez para cá, assim que preciso ser
Não que eu goste, mas pego o gosto disso
Pelo que me é bem, é assim que há de viver
Sertanejo dessa terra, beijo solo abatido
Minha esperteza é minha espada
Não que eu queira ter inimigo ferido
Mas eu aprendi, nessa vida tem de assim
Essa alegria tão divina, de pai e mãe do céu
Nem o Diabo mete a mão, pelo contrário
Vai correndo pro seu fogo, que é onde tá
Tristeza que não se pode no auto entrá
E quando minha hora chegar, conto tudo
Outra vez pra quem quiser ouvir
Do nascimento, respirando
Até a morte, silenciando
Essa é minha vida e vou sempre ficar esperto
Segunda vez aqui, pra mudar essa tragédia
Vou sorrindo, com amigos que preciso perto
Pra da próxima, eu só contar é comédia
(Para a faculdade, sobre O Auto da Compadecida)
domingo, 22 de maio de 2011
Discutindo Caio
05:06
A: "Remar. Re-amar. Amar." (C.F.A.)
B: Re-amar? Não, por favor não.
A: Mas estou a recitar...
B: Sobre nós, não quero saber de re-amar.
A: Oras, e por quê não?
B: Não me re-ame. Me ame. Me ame por tempo integral.
A: Perdoe, mas não tem como.
B: Como é que é?
A: Todo dia aprendo a te amar de uma forma diferente, vem um amor cheio de novidade. Então, a re-amo. Porque o amor de ontem, não me ensina o de hoje.
B: Me ame e re-ame, por favor. Por tempo integral.
A: Amo-te e re-amo-te. E nem o tempo desse mundo pode medir.
B: Re-amar? Não, por favor não.
A: Mas estou a recitar...
B: Sobre nós, não quero saber de re-amar.
A: Oras, e por quê não?
B: Não me re-ame. Me ame. Me ame por tempo integral.
A: Perdoe, mas não tem como.
B: Como é que é?
A: Todo dia aprendo a te amar de uma forma diferente, vem um amor cheio de novidade. Então, a re-amo. Porque o amor de ontem, não me ensina o de hoje.
B: Me ame e re-ame, por favor. Por tempo integral.
A: Amo-te e re-amo-te. E nem o tempo desse mundo pode medir.
domingo, 1 de maio de 2011
Eu matei AG
11:04
Eu matei AG sob a chuva melancólica de Outubro. Eu sim, matei AG. O sangue que escorria era denso a ponto de não se misturar com a água. Foi dificil matar AG... Mas foi preciso, necessário. Passou-se um ano e eu ainda matava AG. Tentei tentei e quanto mais morria, mais vivia. Bastardo crescido de ódio, viera para adoecer meu mundo. O cheiro da podridão de AG varria meu coração, pois tinha tantos motivos para matar AG, mas nunca os via. Bem que um dia, presenteou-me com uma faca e em oração clamava a morte. AG quis, AG me moveu. E se um dia perguntarem por quê matei AG, vá a seu tumulo perabulante e o pergunte. Pois ainda vive AG. Vivo ou morto, para mim, o matei.